Librerouter Homologado na Argentina

Traduzido do Blog do Altermundi: Libre Router ya está homologado en Argentina.

Recentemente, a Entidade Nacional de Comunicações (ENACOM), da Argentina, outorgou a certificação da homologação do Librerouter.

Esse processo, que exigiu muita dedicação e trabalho conjunto entre vários atores, é uma conquista importante. A aprovação certifica que a tecnologia construída para redes comunitárias está de acordo com a regulamentação em vigor, que suas funções estão medidas e certificadas, outorgando uma garantia de qualidade que, além de tudo, habilita o equipamento a ser comercializada na Argentina.

Para que homologar?

Na maioria dos países do mundo, é necessário realizar uma certificação de homologação do equipamento que faz uso do espectro de rádio. A homologação verifica se o equipamento está em conformidade com as normas técnicas correspondentes.

Na Argentina, a Entidade Nacional de Comunicações (ENACOM) é o órgão responsável pela padronização dos equipamentos de comunicação. Essa padronização é realizada através da emissão de normas técnicas baseadas na segurança do usuário, no uso eficiente do espectro de rádio e na compatibilidade com redes e sistemas de comunicações autorizados.

Uma conquista do trabalho em equipe

A obtenção da homologação foi um trâmite específico que envolveu um trabalho ao longo de alguns meses. Para isso, LibreRouter e AlterMundi trabalharam em equipe, acrescentando as valiosas participações do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) e da Consultora ITon.

Como é a primeira vez que fabricamos nossa própria tecnologia e não há muitas outras experiências semelhantes, as contribuições, serviços e suporte que eles nos deram foram essenciais para concluir a certificação com sucesso.


Deve-se notar, por sua vez, que o INTI é um órgão descentralizado do Ministério da Produção e Trabalho da Argentina que apóia o desenvolvimento da indústria em todo o país por meio de transferência de tecnologia, fortalecimento das capacidades de medição e dinâmica à inovação em todas as áreas produtivas. Ao mesmo tempo, com mais de 60 anos de experiência, é o instituto de referência nacional no campo da inovação, com importante papel e prestígio em termos de serviços, qualidade e metrologia para a indústria, a fim de enfrentar os desafios tecnológicos competitivos para nível internacional.

O relacionamento com o INTI começou anos atrás, quando eles também exploraram, participaram e acompanharam algumas experiências em redes comunitárias. Eles não puderam acompanhá-las ao longo do tempo, entre outros motivos, devido à falta de tecnologia apropriada para implantar redes de gerenciamento social e descentralizadas. Portanto, agora, com o LibreRouter em mãos e trabalhando, colocaram todo o seu trabalho de medição para obter a homologação do nosso roteador, criado especificamente para comunidades que se organizam para se conectarem e construirem seus bits da Internet.

Juntamente com a contribuição e excelente trabalho de Miguel Mourad, da ITon, as demais participações pressionaram para levar adiante e obter a homologação. Enfatizamos que o trabalho organizado e em equipe entre os atores interessados ​​no assunto foi um fator decisivo para alcançar esse objetivo.

Uma homologação que abre portas e propõe desafios

Para aqueles que trabalhamos no Projeto LibreRouter e no AlterMundi, ter conseguido homologar nossa tecnologia é muito motivador e valioso. Por um lado, porque as medições feitas mostram que ele funciona muito bem e que a tecnologia e o hardware de código aberto desenvolvidos através do trabalho colaborativo de organizações que não são empresas, podem atender aos mais altos padrões internacionais.

Por outro lado, entendemos que essa primeira homologação na Argentina mostra a necessidade de realizá-la em outros países do Sul global onde o LibreRouter será usado. Entendemos esses processos como parte das ações necessárias para continuar caminhando na direção à construção da soberania tecnológica e gerando condições favoráveis ​​para que as comunidades possam realmente operar e gerenciar suas próprias redes de Internet em locais rurais e desconectados, onde o fosso digital exclui, neste momento, cerca de 4 bilhões de pessoas no mundo.